Computação nas nuvens vai baratear acesso à internet, aposta Google.
Empresa acredita que projeto vai transformar PCs atuais em máquinas obsoletas.
Plano da gigante da rede é concentrar todas as informações do mundo na internet.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL455811-6174,00.html
Este assunto está crescendo no noticiário! A Rede Globo fez uma reportagem sobre o assunto em 13/set/ 2008.
Podemos resumir o assunto assim: imagine não precisar mais ter programas como o Word, Excel e Powerpoint no seu computador. Tudo nas nuvens da Internet. E você, apenas com um teclado e monitor , em casa.
E, acredite, isto já existe e já foi questão de prova!
O Google já disponibiliza na Internet o Google Docs que faz o papel do Word, do Excel e do Powerpoint.
E a Microsoft não poderia ficar para trás: com o seu Microsoft Office Live Workspace é o concorrente do Google Docs.
Veja a seguir o assunto publicado no site da Globo (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL455811-6174,00.html)
O chamado 'cloud computing', ou 'computação nas nuvens', é um conceito. é o futuro. Na sua casa, só um teclado, um mouse e um monitor - ou qualquer aparelho parecido. O PC será apenas um chip ligado à internet, a "grande nuvem" de computadores.
As fotos da família, os vídeos, a planilha com as contas da empresa, os textos... Virtualmente, tudo pairando sobre nós. Você acessa seus dados de qualquer computador, em qualquer lugar. E mais do que isso: os programas também ficam nas nuvens. Você recebe em sua tela o processador de textos, o editor de fotografias, enfim, o software que bem entender.
Computadores baratos
Se tudo acontecer como imaginam os engenheiros do Google e de outras empresas que apostam na computação nas nuvens, num futuro próximo os computadores poderão ser muito mais baratos e usarão programas oferecidos quase sempre de graça, pela internet. Seria a definitiva inclusão das camadas mais pobres da população no mundo digital.
"Eu diria que o computador do futuro é a internet", afirma Eric Schmidt, atual presidente do Google. "Hoje, se você tem um problema no computador, está tudo perdido, é terrível. Mas, com a computação nas nuvens, não importa se você usa o celular, o computador ou qualquer outro aparelho, tudo estará guardado na internet."
Com a informação na internet, os computadores vão precisar de menos capacidade, pordem ser reduzidos a uma configuração mínima e tendem a ficar muito mais baratos.
"A computação nas nuvens é a maneira mais simples e barata de se ter acesso à internet. Pessoas com pouco dinheiro hoje não têm acesso a computadores. E nós poderemos oferecer esse acesso", diz Schmidt. Quem ouve, até pensa que o executivo está fazendo filantropia. Mas, não se engane, ele está sempre falando de negócios. De olho em competidores gigantes, como a Microsoft.
Se Schmidt e os engenheiros do Google estiverem certos sobre o futuro dos computadores, empresas mais tradicionais vão enfrentar dificuldades. Por isso a Microsoft tentou tanto comprar o portal Yahoo. Seria um jeito de trazer pro lado deles gente talentosa e produtos que já deram certo na internet, uma área em que a empresa de Bill Gates não teve o sucesso esperado.
Concorrência com Microsoft
A guerra pelo futuro da computação ainda vai ter muitos rounds e, certamente, poucos vencedores. Schmidt, no entanto, diz que não vê no fundador da Microsoft um rival. "Não, eu não tenho pesadelo com Bill Gates. Eles é que estão lutando contra nós", diz o presidente do Google. "Tentamos não brigar com a Microsoft porque, se você olhar pra história, as empresas que brigaram com eles acabam se dando mal justamente por terem gasto energia pra enfrentar a Microsoft."
Segundo Schmidt, também não faz parte dos planos do Google abocanhar o Yahoo. "Preferimos comprar pequenas idéias e integrá-las ao Google." A última grande aquisição custou o equivalente a R$ 5 bilhões. Foi o site Doubleclick, pra ampliar as vendas de publicidade, o que, por enquanto, é a maior fonte de renda do Google.
Mas o sonho de quem inventou a ferramenta de busca mais poderosa da internet é continuar sendo o berço das inovações. Por isso, os funcionários dedicam 20% do tempo de trabalho pra projetos pessoais. Isso mesmo: a empresa paga pra eles inventarem o que bem entenderem. Foi assim que nasceram, por exemplo o Gmail e o Orkut.